
A manhã do sábado no 1º Congresso de Planejamento Familiar Natural da Família começou com a celebração da Santa Missa, presidida por dom Petrini.
A seguir, começaram as palestras da parte da manhã, que foram totalmente preparadas para fornecer as bases para o que será apresentado na parte da tarde.
O primeiro momento foi do dr. Agostinho Bertoldi, que falou sobre o tema “A realidade do planejamento familiar hoje e os desafios para o planejamento natural da família“. Nessa apresentação, o palestrante ressltou a forma como a Igreja ao longo dos anos encarou o Planejamento Natural da Família e sobre como aconteceu uma evolução do pensamento. Mas ressaltou que a Igreja Católica ainda é considerada a “Igreja do não”. Ele apontou como uma forma de vencer o desafio da indicação e do uso do Método Natural a melhor preparação e conscientização dos casais para que eles “se casem bem”, pois segundo ele, “para gerar bem é preciso casar bem”.
Em outra afirmação importante, o dr. Agostinho enfatizou que precisamos mudar a tática da Igreja. Deixar de apresentar os métodos naturais junto com a contracepção nos “cursos de noivos”, para deixarmos de colocá-lo como mais uma opção, desqualificando os demais métodos. Os métodos contraceptivos diferem dos métodos naturais na própria filosofia.
Na sequencia, falou dom Antonio Augusto, que substituiu o dr. Dermival que não pôde estar presente ao evento. Dom Antonio apresentou as tendências ideológicas que acabam influenciando o nosso modo de pensar. O tema eram “Os Métodos de Contracepção”. O prelado apresentou algumas motivações que leevam os casais a não desejarem aderir ao método, que ele renomeou como Método Natural e Sobrenatural de Planejamento Familiar, uma vez que ele afirma que somente o casal que se abre à fé em Deus pode compreender a espiritualidade e as verdadeiras motivações para um sadio planejamento de sua família. Ele concluiu dizendo que existe uma escala de “desvalores” que vai consumindo as pessoas e as famílias: quer se tirar do casal o procriativo, que junto com o bem do amor formam o conjugal; tirando esse valor, pensa-se no aborto como forma de negar a criação e o dom de Deus; desvaloriza-se depois o social que ampara a família; e termina-se desvalorizando a vida como um todo e desejando o seu fim antes do tempo natural – a eutanásia.
Depois do bispo, foi a vez do Pe. Dr. José Rafael, que falou sobre a “Princípios doutrinários da encíclica Humanae Vitae”. Ele apresentou toda a beleza do documento e onde ele tem suas raízes. Inclusive, que há raízes para o documento, que balançou toda a concepção da Igreja Católica através do Papa Paulo VI, até mesmo no Concílio de Trento. O padre ainda fez eco ao que disseram os dois palestrantes anteriores afirmando: “Só um casal que acredita em Deus pode viver uma experiência de planejamento natural da família.”
Após a palestra houve um momento para a resposta das perguntas da assembléia e a seguir todos foram dispensados para o almoço.
O retorno está previsto para as 14h30.